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terça-feira, 13 de maio de 2008

O tempo aprisionado

Memória materializada.

Palpável.

Com a participação do mundo.

Sem que ele saiba.

Você vê e imortaliza.

Fatos que viram fotos.

Fotos que são eternas.

O tempo capturado.

Prisioneiro.

O tempo abstrato.

Que passa a concreto.

Tangível.

De minha câmera

Mostro o meu tempo.

Mostro o meu mundo.

Mundo visto da janela.

Janela do carro quando passo.

No dia-a-dia fotografo.

Captando expressões e paisagens.

A história passa pela janela do carro.

Com o tempo encarcerado nas fotos.

De: Eliana Rocha

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

A poesia

Palavras surgem.

Entrelaçam-se.

Multiplicam-se.

Palavras absolutas.

Mostram sentimentos.

Contam fatos.

Exibe a felicidade.

Declama a dor.

Tal qual uma pintura.

Ao acorde do pintor.

As cores se misturam e surge uma maravilha.

O poeta rege palavras.

Conduzindo-as ao papel.

A poesia ao sair da guarda do poeta.

Ela alegra,

Emociona,

Faz rir e chorar.

As pessoas vão se identificar com as palavras arrumadas.

Lembrar um amor perdido.

Sentir o jovem amor.

Ficar livre para amar de novo.

Poesia o sentimento traduzido em palavras.

É como se fosse um jogo.

Palavras do fundo do ser.

Poesia o relato do interior.

De: Eliana Rocha

domingo, 30 de dezembro de 2007

A magia da noite

Tu surges.

Quieta.

Quando te percebo.

Extasio-me.

Tal o teu esplendor.

Venero-te.

Tu és a personificação da deusa.

Deusa natureza.

Com sua magia.

A cura face ao belo.

Sempre que a vejo.

Fico inebriada.

Reverencias a minha deusa querida.

Quando estás presente.

As dores de amor se esvaem

As dores de dores se perdem.

A solidão se preenche.

O vazio se desfaz.

Tu és a cura.

Tua beleza atrai a felicidade.

Tu és a rainha.

Oh! Lua querida.

De: Eliana Rocha

Foto da Internet

A espreita

Forte.

Não ataca.

Aguarda o momento…

Observa.

Seu grito de guerra emite.

Não é o momento.

Contorna.

Seu vôo livre me atrai.

Sua audácia é imensa.

Ataca certeiro.

Lá vai a sua presa.

Subjugada.

Suas garras poderosas a envolvem.

Não tem escapatória.

A morte é certa.

Vitorioso.

Seu grito emite.

Voa alto para o seu ninho.

A presa já sucumbiu.

Alimenta seus filhotes.

Futuros campeões do céu.

A liberdade e decisão.

Algo difícil de descrever.

Garbo puro.

De: Eliana Rocha

sábado, 29 de dezembro de 2007

A DIFICULDADE DA MUDANÇA

Mudar!

Sim, é difícil.

Mas o que seria de nós sem os mártires da mudança?

Idade Média pessoas com medo dos demônios que a igreja criava.

Pestes e diversas chagas a maltratarem as pessoas.

Idade Média?

Não sei como viveria?

Como encontraria pessoas que há muito não via?

Viva a tecnologia, a internet nos propicia essa dádiva de encontrar amigos queridos.

Temos que tentar mudar sempre.

Qualquer pequena mudança que se faz pode trazer coisas boas, ou ruins.

Compactuo sempre com os idealistas e desequilibrados.

O mundo hoje não é ruim, o desvario do poder existiu em todas as épocas.

O pobre foi pobre em qualquer ocasião.

O rico sempre rico, também em qualquer época.

Nada muda efetivamente na essência.

Muda o entorno, a embalagem.

Mas a ganância e má querência do homem é sempre a mesma.

Constantino pagão oficializou o cristianismo por necessidade política.

Constantino morreu pagão.

Sua mãe Santa Helena, que era druida, pagã e sacerdotisa da Deusa, se cristianizou e influenciou Constantino em sua decisão.

Mudou por interesse, sem ser mártir, na realidade ele oficializou um mártir, Jesus Cristo.

Che Guevara, meu querido ídolo, mudou junto com Fidel a história de Cuba.

Corrompeu-se e em nome das mudanças matou muitos inocentes.

Em nome das mudanças foi morto numa traição do sistema.

Mudou e se martirizou, imortalizou-se.

O Hitler em sua demência total mudou o mundo moderno.

O anticristo americano sempre mudando a geografia do mundo com suas guerras.

Pior que fazem tantas guerras em nome de uma democracia que eles mesmos não utilizam.

Mudar dá trabalho, dói, traz prejuízos, mas eu continuarei mudando sempre que achar necessário.

Defendendo sempre as pessoas em situações difíceis.

Continuarei escrevendo quando as injustiças são cometidas, alguém pode ler e entender.

Engrossando a corrente.

De: Eliana Rocha

A Cada Ano

A cada ano Os dias passam.

Inexoravelmente.

Sem perdão os minutos se esvaem.

Balé dos segundos.

Transformando o futuro em presente.

O presente em passado.

Passado lembranças que guardamos com carinho.

Presente vida que vivemos.

Futuro o que há de vir?

Ninguém sabe.

Só os sonhos.

São lançados ao futuro.

Podem acontecer ou não.

Coreografia infernal, segundos.

Minutos, horas.

Meses e anos.

Quando notamos se passaram décadas.

Com esse bailado vem o aprendizado.

Fé de que tudo vale à pena.

História contando o passado.

A cada ano novos sonhos são lançados.

Renovando a vida.

De: Eliana Rocha

Medo de Amar

Medo de amar

Por quê?

O amor foi a você.

Adentrou sua vida.

Livre sem barreiras.

Fugiu.

Foi correto?

Covardia.

Ele bateu a sua porta.

Pegue-o, não o deixe escapar.

Isso não acontece sempre.

É raro.

Fugiu.

Fraqueza.

Deixou a felicidade escapar.

Nada fizeste.

Jogou fora o tempo.

Um tempo coroado.

Ficou com o tempo estéril.

Estéril como foi sua vida.

A luz iluminou sua vida.

Você joga fora.

Por quê?

Medo.

O medo do tempo.

Que é o tempo?

Nada mais que uma contagem para o nada.

Esqueça o tempo.

Desfrute o agora.

O futuro virá.

É inexorável a sua vinda.

Viva o agora.

E quando o futuro chegar você vê.

Não jogue o amor fora.

Ele te nomeou.

Escolheu-te.

E você virou as costas.

Tudo por medo do futuro.

O futuro virá com ou sem amor.

Não é melhor um futuro com amor?

E você ignorou.

Qual o motivo?

Queria entender?

Tantos procuram e não encontram.

Dividir, dinheiro, ceder são palavras que não te livram do futuro.

Implacável ele chega.

E se verá só e velho.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Amizade virtual

Esse mundo moderno.

No mundo cibernético nos conhecemos.

Nesse universo falamos.

Ou na maioria das vezes escrevemos.

Um exercício e tanto.

Cada dia um pouco de nós é dito.

O amigo nos mostra um pouco sobre si mesmo.

O tampo vai passando e mais vamos conversando.

Aprofundamos o conhecimento mútuo.

De repente somos amigos.

Lá estamos sempre.

Quando o amigo não aparece sentimos falta.

Ele já faz parte da vida.

Ansiamos em ver esse amigo que se fez querido.

Até que chega esse dia.

Aqui estamos com um estranho fisicamente.

Um estranho querido.

Do mundo cibernético ao mundo normal passamos.

O estranho querido deixa de ser estranho para ser o amigo real.

Aquele amigo que conhecemos bem.

O amontoado de bits e bytes existe.

Emoção na tela e teclado.

Agora emoção ao vivo, ele existe.

Cá estamos nós frente a frente.

Tocamos-nos.

Rimos, choramos e descobrimos o quão parecido somos.

E que realmente somos amigos.

De: Eliana Rocha

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Portugal

Lá nunca estive.

Pelo menos nessa vida.

Mas ao ouvir um fado é como se lá estivesse.

Música que me remete em sonhos às ruas de Portugal.

Vivencio suas vielas e seus casarios.

Lá estive talvez em outras vidas.

Pode isso ocorrer ou é só a imaginação poética?

Fantasia ou não o fado me deslumbra.

Traz-me uma nostalgia que já vivi.

Nessa vida irei um dia a Portugal.

Andarei por suas ruas e ouvirei um fado.

Hoje me banho nesse mar que banha, também, Portugal.

Portugal dos mistérios.

Dos enigmas das minhas quimeras.

De: Eliana Rocha

Foto: Internet

Amizade

Conhecer pessoas é sempre bom.

Conhecer não significa que seremos amigos.

Amigo é uma palavra, só uma palavra?

Não.

Amigo é um conceito.

Um conceito amplo.

Que envolve muito mais que afeição.

Ser amigo é exercer um sentimento calcado em conhecimento.

Do conhecimento e convívio brota no coração esse carinho.

Desenvolvendo-se à medida que os laços se estreitam.

Falando ou escrevendo estreitamos os elos.

Falando amigo presente.

Escrevendo amigo virtual.

Aproximando-nos mais e mais.

Ser amigo ou ter amigo.

Duas figuras que gravitam em um universo.

Um universo denso em aprendizado mútuo.

Com os amigos estamos sempre nos reciclando.

Ser amigo é ouvir.

Ser amigo é pressentir o que o outro está sentindo.

Ser amigo é fazer sorrir.

Ser amigo é estar lá.

Não existe obrigatoriedade.

Você se faz presente querendo.

Conhecer pessoas é bom.

Mas constituir um amigo é uma dádiva.

De: Eliana Rocha